terça-feira, 26 de maio de 2015

Estágio Eja - Caracterização 21/05/2015


Caracterização da Escola

Níveis de ensino:

Educação básica com o ensino fundamental de 1º a 9º ano e a partir de 2010, de acordo com a Lei Federal nº 11274/06 e Resolução nº 03/05 – CNE, Ensino Fundamental de 9 anos.

Modalidades:
- Regular, no diurno
- Educação de jovens e adultos (EJA), no noturno
- Classe especial e sala de recursos, no diurno.

Caracterização da clientela escolar:

A maioria de sua clientela é composta por alunos do bairro e vizinhanças.
Nossa escola conta com 1500 alunos, 106 professores, 14 funcionários, 7 secretários, 1 Diretora, 2 Vice-Diretoras, 1 Coordenadora-Administrativa, Pedagogas e 1 guarda- municipal. Dispõe de serventes e cantineiras através de serviço terceirizado.

Articulação da instituição com a comunidade:

- A escola constitui-se de uma organização formada por pessoas com diferentes papéis, que interagem entre si;
- Tem a função de promover a melhoria de sua comunidade pela educação de seus filhos;
- O aluno é o principal elemento da escola, a qual existe em função dele;
- O professor, com suas atitudes, práticas, desempenhos, promove um impacto significativo no educando influindo na imagem que a escola forma em aspectos particulares de sua aprendizagem;
- A escola é atenta a diversidade da população atendida;
- A escola se empenhará em se ajustar às necessidades de nossa clientela, eliminando barreiras, quaisquer que sejam as suas condições físicas, sociais, linguísticas;
- procurar estar sempre preparada para adaptar-se às novas situações que surgirão no interior da sala de aula.
- O relacionamento entre escola e comunidade será intensificado através de vários eventos: reuniões, atividades festivas, conversas informais, palestras, participação da APPF, Conselho de Escola e Conselho de Classe para minimizar problemas disciplinares, relacionamento e socialização e será utilizado o Regimento Escolar para a aplicação das medidas disciplinares, caso haja necessidade.


Caracterização da comunidade

Para caracterizar com fidelidade a comunidade e clientela escolar foi realizada uma pesquisa sócio econômica familiar através de questionário respondido pelos pais e/ou responsáveis dos alunos. Os resultados dessa pesquisa encontram-se nos gráficos dos ANEXOS do presente documento e a análise dos dados permite o parecer que segue:
A formação escolar dos pais deste Estabelecimento de Ensino é predominantemente com Ensino Médio e das mães, o Ensino Fundamental, sendo  menor o número de pais e mães analfabetos.
O número de pais e mães empregados no comércio é grande, bem como na indústria. É significativo o número de desempregados.
A renda familiar situa-se, na maioria, de 1 a 3 salários mínimos, cabendo a mesma ao  pai e a mãe em conjunto.
A maioria das crianças mora nas proximidades da escola em casa própria da família e vêm a pé para chegar às aulas. Uma parcela significativa mora em outros bairros e utiliza o transporte escolar para o acesso à escola.
Quanto ao lazer praticado pela família predominam a televisão e os passeios. Já a leitura é feita em jornais, livros, revistas e Bíblia.
O Serviço de Saúde Pública é o mais utilizado para atender às famílias, sendo poucos os convênios empresariais e particulares.
A integração entre família e escola é importante havendo muitas vezes participação nas atividades e reuniões promovidas pela escola. Sendo que estas são de grande utilidade para compreender como é o aproveitamento escolar  de seus filhos e como se dá o trabalho docente.
Ainda de acordo com a pesquisa, os pais solicitam maior segurança na escola, gostariam que a escola tivesse também o Ensino Médio, mais inspetores, e aulas extra-classe de judô, culinária, boas maneiras, técnicas comerciais e outras atividades. A manutenção física da escola merece maior atenção


Proposta pedagógica:

Partindo do princípio de que a educação de adultos pode e deve estender-se por toda a vida, torna-se necessário a escola assumir o pressuposto de que a missão do professor é ajudá-los a conscientizar-se de que a aprendizagem é um processo que pode desdobrar-se por todo o decorrer de uma existência. Mais ainda, devemos fazer com que o aluno  adulto compreenda que é capaz o bastante para adquirir hábitos e habilidades que possam levá-los a uma aprendizagem auto- dirigida,  que satisfaça as suas necessidades e o torne mais apto e capaz para a execução dos papéis que deve desempenhar nas diversas fases por que passa.
Na Educação de Jovens e Adultos, os princípios fundamentais explorados são:

a)    Educação para o desenvolvimento sustentável:
·         Democratizar o conhecimento científico e as tecnologias;
·         Proporcionar uma vida saudável para todos os seres vivos.

b)    Educação para a filosofia:
·         Incentivar o diálogo investigativo;
·         Promover maior interação entre o aprendente e o aprendiz;
·         Trabalhar a Educação pela paz.

c)    Gestão democrática do processo pedagógico:
·         Proporcionar vivência de práticas e de valores, visando um  maior respeito à diversidade;

·         Estabelecer  relações de cooperação e participação consciente do cidadão.

Estágio EJA - 20/05/2015


Observação e assistência
Apesar do estágio na modalidade de EJA ter sido curto trouxe grandes contribuições para a reflexão sobre a ação profissional.
Foi possível perceber que os alunos desta modalidade buscam a escola para promover seu desenvolvimento pessoal e profissional e esta é uma decisão que envolve muitos obstáculos, pois esses alunos pertencem a uma classe de baixo poder aquisitivo e muitas vezes acabam deixando a escola devido as inúmeras dificuldades encontradas pelo caminho.
Na sala de aula de Educação de jovens e adultos evidenciou-se atitudes de timidez e insegurança. Neste sentido o papel do professor é fundamental para motivar os alunos evitando novo fracasso escolar, criando um ambiente satisfatório, acolhedor, repleto de curiosidades e novas experiências, para assim garantir a permanência desses alunos na escola.


Abaixo um link da revsita nova escola sobre evasão escolar na educação de joves e adultos:
http://revistaescola.abril.com.br/blogs/eja/2014/03/05/desmotivacao-e-evasao-o-que-fazer-para-incentivar-jovens-e-adultos/

Estagio EJA - 19/05/2015



Observação e assistência

A professora se mostrou bastante receptiva e compreensiva em relação a presença das estagiárias na sala de aula e demonstrou interesse pelo trabalho que estava sendo realizado dando algumas informações sobre os alunos, sempre pronta a prestar esclarecimentos sobre a turma e apontando a melhor forma auxiliar esses alunos. Os mesmos tiveram também reação positiva demonstrando um enorme respeito e até uma certa gratidão pelo auxílio prestado pelas estagiárias. Foi gratificante poder contribuir de alguma forma, mesmo que por pouco tempo.

Segue artigo: Uma análise reflexiva sobre Estágio em EJA.
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1940043



Estágio EJA - 18/05/2015

Observação e assistência

Neste tempo de convivência com os alunos da EJA foi possível notar um bom relacionamento entre os mesmos. Quando a professora não pode auxiliar cada um individualmente, eles se ajudam entre sí. Os que já possuem maior domínio sobre leitura e escrita ajudam aqueles com maiores dificuldades.
Pode-se perceber os diferentes perfis dos alunos. Alguns um pouco desmotivados diante das dificuldades em assimilar os conteúdos e outros com mais dificuldades ainda porém extremamente esforçados e persistentes.

Segue abaixo vídeo sobre a história da educação de jovens e adultos no brasil:
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=13746

Estágio EJA - 14/05/2015



 Observação e assistência


Na aula de hoje a professora trabalhou a leitura e interpretação de uma tirinha humorística.
Pediu para que um dos alunos fizessem a leitura e em seguida para que todos respondessem algumas questões interpretativas. Neste momento observou-se que a turma em geral apresenta dificuldades na interpretação de textos, em perguntas como por exemplo: Onde está o humor do texto?.
Nos momentos de dúvida a professora costuma fazer novamente a leitura pausadamente fazendo com que os alunos reflitam e cheguem a uma resposta. 

Segue um link sobre metodologia de alfabetização de jovens e adultos:
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=13746

Estágio Eja - 13/05/2015


Observação e assistência

A professora demonstra ter um bom domínio dos conteúdos trabalhados, porém os alunos apresentam basteante dificuldade na realização das atividades, principalmente nas de língua portuguesa. Por isso a professora trabalha quase que diariamente com ditados de palavras como por exemplo: as que são escritas com S mas tem som Z ou as que são escritas com C mas tem som de S, e é aí que se encontram as maiores dificuldades de grande parte da turma. Após o ditado ela chama cada aluno individualmente e faz a correção nos cadernos.
A utilização de tirinhas e textos para serem interpretados pelos alunos também esteve bastante presente durante os dias de observação. O textos utilizados costumam ter relação com o cotidiano dos alunos.

Segue link do Programa Brasil Alfabetizado - do MEC:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&id=17457&Itemid=817

Estágio EJA - 12/05/2015


 Observação e assistência

O clima em sala de aula é bem descontraído e a professora dá bastante espaço para que os alunos exponham suas idéias. Alguns deles são bem comunicativos e outros bastante tímidos, como por exemplo um senhor que relatou que não voltou para escola antes por vergonha, pelo fato de não saber ler e escrever. Assim como pode-se perceber as inúmeras dificuldades que muitos daqueles alunos enfrentam quanto a questões como locomoção, cansaço por conta do trabalho, problemas familiares, baixa autoestima, insegurança, entre outros.
Chamou a atenção um aluno haitiano que está a cerca de três anos no Brasil e ingressou no EJA para aprender o português e encontrou naquela turma e na professora um certo acolhimento, segundo relato do próprio aluno e dos colegas.


Quando só os mestres tem o que falar não passa de um monólogo. Os jovens e adultos carregam as condições de pensar sua educação como diálogo. Se toda educação exige uma deferência pelos interlocutores, mestres e alunos (as), quando esses interlocutores são jovens e adultos carregados de tensas vivências, essa deferência deverá ter um significado educativo especial. (ARROYO, 2006, p. 35).